sábado, 11 de agosto de 2012

Londres 2012


Isso é o que chamamos de querer muito, muito mesmo, ganhar uma medalha.
Se representar meu país significar colocar o meu crânio no tóba de alguém, sinto muito, mas tô fora.

Só não sabemos qual deles deseja mais ter a medalha, o que perdeu o crânio no escuro e inóspito traseiro do adversário, ou o que está sendo enrabado pelo crânio do outro.

Podemos dizer que o atleta de vermelho conhece a fundo seu adversário.

Poderia ser pior:
Se fossem gêmeos xifópagos.
Se o de azul tivesse prisão de ventre.
Se o de vermelho tivesse o nariz e as orelhas de elefante.
Se o de azul estivesse virado pra cima.
Se a luta fosse de três ou mais pessoas.
Se fosse um parto.
Se fosse um exame de próstata.
Se fosse no meio da parada gay.
Se o de vermelho tivesse o cabelo do Supla.
Se o de azul ligasse o "pisca-alerta"
Se o de vermelho dançasse break e começasse a rodar.
Se tivesse um fundo musical romântico.
Se o de azul tivesse tomado laxante 10 minutos antes da luta.
Se eles estivessem ouvindo a música "Cabecinha" do Bonde do Tigrão.
Se eles estivessem num show da Lady Gaga, Madonna, Justin Bieber, Gloria Gaynor, e outros do gênero.

Com certeza o treinador do atleta de azul disse algumas frases de efeito a ele:

...Entra com tudo.
...Vai pra dentro.
...Dá uma cabeçada nele.
...Se aprofunda na luta.
...Executa o golpe do avestruz assassino.
...Acerta a retaguarda dele.
...Pega ele desprevenido.
...Faz o que agente treinou.
...Usa o golpe especial.
...É agora.
...Cai matando.
...Agora escova os dentes e depois lava o cabelo.
...Tá demitido.

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